Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Depois de uma campanha eleitoral com um forte vínculo ideológico, com um posicionamento mais à esquerda por parte do Partido Socialista e mais à direita por parte do PSD e do CDS, seria de esperar que a aprovação deste orçamento, além de bastante polémica, levasse a muitas cedências de parte a parte. O meu optimismo leva-me a dizer que o copo está meio cheio: apenas vimos a polémica e quanto às cedências só as vejo por parte da dita “direita”.

A “direita” mostra o quão fraca é em oposição, achando-se no papel de negociar meia dúzia de “propostas” que, em termos nacionais, têm um reflexo praticamente nulo. O CDS, em troca de algumas prometidas reflexões adiadas do PS, vai abster-se, comprometendo-se irremediavelmente com os resultados do documento final. O PSD ainda “reflecte”, sendo quase certa a abstenção, independentemente do endividamento e das obras públicas.
É uma pura demonstração de fraqueza. A “direita”, em oposição, não se sabe opor, não sabe marcar posições e bater-se por elas até às últimas consequências. E, assim, apenas se remete à sua progressiva insignificância.


# Tiago Moreira Ramalho às 09:47 | | comentar

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Tiago Moreira Ramalho

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