Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

O principal problema do sindicalismo português é a sua inexistência. Aquilo a que em Portugal chamamos “sindicatos” são “braços armados” de partidos que, num prodigioso regresso ao passado, querem acolher as frentes operárias nas suas fileiras.

Vem isto a propósito da “ameaça” de “tensão social” feita pelos sindicatos à conta da estagnação dos salários da função pública, decisão que me parece estar no patamar mínimo da decência, dado o caos económico que vivemos e as soluções bem mais drásticas que foram implementadas além-fronteiras.
Nos países decentes, o objectivo de um sindicato não é fazer luta partidária. Não é pegar nos slogans do partido que o criou e fazer propaganda de um modo pretensamente subtil. Nos países decentes, os sindicatos são intermediários entre os trabalhadores e os empresários (e não o governo), representando os primeiros nas negociações – partindo-se do pressuposto básico que nem todos têm a mesma capacidade de negociar e que este serviço pode ser prestado.
Em Portugal, quando um trabalhador paga a quota do sindicato, está a ser enganado: o que está realmente a pagar é a quota de um partido que, muitas vezes, nem é o seu.


# Tiago Moreira Ramalho às 14:45 | | comentar

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Tiago Moreira Ramalho

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