Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
Ontem foi o dia de recordar o Holocausto. Como se fosse preciso haver um dia para recordar o Holocausto. Obviamente, por toda a blogosfera se publicaram imagens horríveis dos campos de concentração. Gente morta, pele e osso, amontoada como se fosse lenha ou palha. Gente que morreu, tal como ouvi a Irene Pimentel dizer ontem, de modo «industrial».
Eu percebo que a intenção de quem publicou as imagens seja extraordinária, oscilando entre a demarcação e o puro combate. No entanto, quando imagens dessas se banalizam, o horror quase se perde. O efeito deixa de existir. Quando o horror é banalizado, através da publicação, também industrial, de imagens a retratá-lo, nós, com o nosso pífio sentido de adaptação, acabamos, mais cedo ou mais tarde, a deixar de lhe dar importância. Parcimónia na divulgação, a bem da memória.


# Tiago Moreira Ramalho às 08:21 | | comentar

autoria
Tiago Moreira Ramalho

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