Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

Nem o Grenouille, criador deste blogue, era capaz da solidão, apesar de não ter iguais com que se relacionar. Sete anos de fuga obsessiva, a comer enquanto defecava, para estar o menor tempo possível exposto aos perigos do simples cheiro a humanidade foram mais que suficientes para fugir de novo, mas desta feita da gruta inodora. Não tinha cheiro, mas queria ser cheirado. Bela metáfora.

Era essencialmente fraco, Grenouille. Como todos somos, em determinada medida. A força está na capacidade de nos relacionarmos displicentemente, sem entregas absolutas ou dependências doentias. A sociabilidade radical, braços abertos ao mundo, implica a vulnerabilidade. A vida feliz é a vida na qual experimentamos uma espécie de autarcia emocional. Nada sai, nada entra, a menos que queiramos.



# Tiago Moreira Ramalho às 10:30 | | comentar

2 :
De Anónimo a 23 de Dezembro de 2010 às 13:18
Apraz-me, sobretudo, que tenha voltado ao seu espaço de forma mais assídua e mais desassombrada.
Intimismos pontuais, desabafos frívolos ou parvoíces em excesso são necessários e descrevem o "eu" que temos em nós.
Assumi-lo de forma aberta, é, ao contrário do que muitos preconizam, desconcertante e uma forma de nos fortaleceremos.
nem todos tem coragem para assumi-lo e preferem a negação. o pior dos defeitos humanos: a negação do eu.


De né-né a 23 de Dezembro de 2010 às 22:53
ohhh... não assinei o anterior:))


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Tiago Moreira Ramalho

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