Domingo, 2 de Janeiro de 2011

Às vezes dizem-me, Tiago, que és tão pessimista. E eu, todo cheio de mim, como se fosse suficiente sequer para me encher, respondo que não, que não sou pessimista, que apenas não olho para o mundo com as lentes estragadas com que os idealistazinhos de esquina olham. Partamos do pressuposto simples de que não houve tão boa gente a clamar a miséria humana para nada. Ela existe. A interior, a exterior e as outras, que sobram, que para nós não há teoremas de alternativa que nos impeçam de prosseguir uma frase. E mesmo nos casos em que não se nota miséria humana, há uma certa constância na infelicidade fundamental das gentes. E aqui diferenciam-se os infelizes conscientes – pessimistas – e os infelizes inconscientes – parvos, também chamados optimistas. E fiquemos por aqui, que não vale de muito alongarmo-nos, que ainda desgraçamos os tendões.



# Tiago Moreira Ramalho às 00:04 | | comentar

3 :
De né-né a 4 de Janeiro de 2011 às 00:24
De desenho não entendo nada. De palavras muito menos, mas conheço um pouco da arte de massajar e sei que conseguiria fazer maravilhas com os seus tendões.


De né-né a 5 de Janeiro de 2011 às 03:06
Às vezes, apetece-me escrever. Outras, nem tanto.
Muitas vezes, sinto o desejo de dizer. Depois, fico sem palavras.
Entre umas e outras, entretenho-me a lê-lo.


De né-né a 12 de Janeiro de 2011 às 03:46
Ás vezes dizem-me, Tiago, mexe-me esse rabo e toca a escrever. Nove dias de preguicite?


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autoria
Tiago Moreira Ramalho

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