Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Uma vez ouvi, ainda bem novinho, uma ‘tese’, no tempo em que tudo eram ‘teses’ e ‘antíteses’ e ‘sínteses’, apesar do vazio dos termos quando cuspidos pelas bocarras em causa, segundo a qual o amor era uma doença da qual se pode curar quem a Fortuna bafeja. Admirado como nunca, gritei no silêncio de todos os meus gritos se era verdade, se tinha cura. Claro que só o silêncio, gritado ou não, de quem falava respondeu ao meu. Desde aí a ideia fascina-me. Curar-me daquilo que maior infelicidade traz às gentes. Porque, não me venham com cantigas, a felicidade esporádica, pontual, momentânea é pouca quando comparada com os tormentos. É por isto que sorrio quando me perguntam o bom velho, E então, como andamos de amores. Sorrio porque só eu me rio da resposta que não dou, Andamos mal, obrigado. Queremos ver se se mantêm afastadinhos, como a peste. Definitivamente, sou mais livros.



# Tiago Moreira Ramalho às 21:53 | | comentar

1 :
De Samuel de Paiva Pires a 13 de Janeiro de 2011 às 23:16
Como te compreendo... Um abraço


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Tiago Moreira Ramalho

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