Sábado, 16 de Abril de 2011

A animalidade social que nos está entranhada na pele, na carne, nos ossos obriga-nos a pensar que só estamos bem acompanhados. A solidão é, nas nossas mentes socialmente animais, pecado. E por isso fugimos do silêncio solitário, grande castigador, sempre que podemos. Até que, depois, sentimos que fomos longe de mais. Olhamos à volta e não vemos ponta de solidão e passamos a querê-la. Corremos para um canto escuro, que os outros não vejam, para que nos não falem, para que nos não perguntem, para que finjam, como nós queremos, que não existimos. Sinto falta da solidão, daquela fundamental, retirada do mundo, sem ruído e sem alheio. Ou se calhar apenas sinto falta de mim, que me não oiço nem me atento quando tenho gente mais interessante à minha volta com que me preocupar. Ou então, não sei.



# Tiago Moreira Ramalho às 13:42 | | comentar

autoria
Tiago Moreira Ramalho

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