Terça-feira, 3 de Maio de 2011

Comprei dois do Pedro Mexia. Andava há anos para comprar aquilo, mas, não sei porquê, não comprei. Burro. O Pedro Mexia lê muito e lê bem, assiste muito e assiste bem, ouve muito e ouve bem e eu gostava de o imitar na façanha. Mas, mais do que tudo, gostava imenso de ter a sua capacidade de usar, sem qualquer prurido, a arte alheia, apropriadamente nomeada, para tornar a miserável existência interessante em letra de forma. Porque é nisso que Pedro Mexia mostra exuberante mestria: aquilo que muitos tornariam algo melodramático, aborrecido, desinteressante, é por ele transformado em objecto de arte. A miséria de Mexia é uma obra de arte, tal como eu gostaria que a minha fosse. Não se perdia tudo.



# Tiago Moreira Ramalho às 01:36 | | comentar

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Tiago Moreira Ramalho

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