Sábado, 11 de Junho de 2011

Não somos capazes de suportar a ideia de que aqueles de quem mais gostamos são completos idiotas. É para nós inconcebível que quem recebe as nossas mais elevadas considerações possa ser uma besta. E por isso, deparados com as excessividades comportamentais próprias da bestialidade comum, adoptamos a postura parental ou fraternal de nos sentarmos à mesa e discutirmos muito freudianamente as raízes de tais acções. Formalizamos teses, atiramo-nos ao debate interior, tudo para justificar, ou pelo menos para encontrar uma motivação lógica e ‘humana’ para tamanhas alarvidades. A lição, no entanto, é muito simples: gostando ou não, é bem provável que os nossos mais-que-tudos sejam assholes irremediáveis. E dada a volatilidade destas mais-que-tudices, mais vale cortar os males pelas raízes.



# Tiago Moreira Ramalho às 10:37 | | comentar

1 :
De Anónimo a 13 de Junho de 2011 às 23:36
Esta mania de imaginar que o autor do post se me dirige, fala comigo, envia recados, dá reprimendas, etc, deixa-me completamente à toa.

Decorridos alguns minutos, caio em mim e percebo que sou uma besta.


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Tiago Moreira Ramalho

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