Hoje de manhã ouvi uma deputada do partido comunista português a dizer, na televisão, num programa de jovens, que defendia que o Estado fornecesse todos os cuidados de saúde que as pessoas eventualmente requisitassem. E, mais, defendeu que o problema dos congestionamentos do serviço nacional de saúde apenas se coloca devido ao facto de haver falta de meios. Segundo a deputada jovem, devia haver meios, meios infinitos, para a saúde. Eu também gostava, senhora deputada. Gostava que houvesse meios infinitos para tudo. Assim eu nem precisava de estudar Economia e podia, sei lá, ir para um partido como a senhora deputada ou, em alternativa, ia-me para a Filosofia, a ver no que dava. Como, infelizmente, os meios não são infinitos, a malta estuda (talvez um bocadinho mais que a senhora deputada) a forma como os meios, finitos, podem resolver da melhor forma as necessidades, infinitas. Quando oiço barbaridades tamanhas saídas daquelas bocarras, quase me dá vontade de pedir pelo amor do Altíssimo que se tornem obrigatórias aulas de introdução à Economia logo no quinto ano, para a malta deixar de sonhar com unicórnios sociais.